O que você precisa saber
Embaixada em Brasília:
SHIS QI 7, Conjunto 3, Casa 1 – Lago sul – Brasília/DF
CEP: 71615-230
Telefone: +55 (61) 3365-1301
E-mail: ambaguibrasil@terra.com.br
Embaixada em Bissau (Guiné-Bissau):
Rua Osvaldo Vieira (próximo à praça Che Guevara) – Bissau
Site para solicitar o visto:
paf.gov.gn/visa
Documentos requeridos (digitalizados):
- Página de dados do passaporte
- Foto 3×4 recente
- Imunizações contra febre amarela e contra a Covid-19
Custo: US$ 80 mais US$ 1,89 de taxa, pagos online, no cartão
A alegria do viajante de longo prazo é poder tirar visto online. Não só evita uma ou mais idas à embaixada, como também economiza páginas no passaporte. Além disso, é possível pagar no cartão, um luxo pouco disponível na África Ocidental. Um dos países que nos últimos anos adotou o eVisa, como a autorização de entrada é comumente chamada, foi a Guiné (ou Guiné-Conacri).
Como ainda havia relatos sobre obter o visto na embaixada, fomos ao local durante nossa passagem por Bissau para confirmar qual o procedimento. Lá nos explicaram que era online mesmo, que deveríamos anexar nossas vacinas e que o melhor era colocar o endereço do hotel onde estávamos, para que o processo fosse encaminhado àquela representação e não a de nosso país.
Fizemos a solicitação, então, pelo site paf.gov.gn/visa. São sete etapas no total: escolher qual país emissor do passaporte e o tipo de visto (turismo, entrada única, no nosso caso), informar o email (que precisa ser confirmado, passo importante já que o visto chega por ali), preencher o formulário —aqui é onde se coloca o endereço e o telefone da hospedagem em Bissau—, fazer o upload da página de dados do nosso passaporte brasileiro (a que tem a sua foto), de uma foto 3×4 sua e das vacinas de febre amarela e Covid-19.
Há alguns pontos de atenção sobre o upload de documentos. A página do passaporte e a foto possuem campos próprios sinalizados, mas as vacinas é preciso ir na parte de “Outros documentos” (lembrando que o todo o processo está em inglês) e selecionar que tipo de comprovante está subindo —há várias opções, mas é só escolher a que indica “Certificado de vacinação”.
Também será necessário preencher o seu endereço e número de telefone na Guiné. Colocamos o de um hotel que vimos, mesmo sem fazer reserva.
Após a revisão dos dados, que deve SEMPRE ser feita com muita atenção, vem o pagamento. O custo é de US$ 80 (R$ 410), mas há uma taxa de US$ 1,89 do próprio site do visto —pagamos com o cartão Wise. Fizemos nossa solicitação em uma quinta-feira à noite, achando que a resposta viria só na segunda, mas no sábado de manhã já tínhamos o eVisa em nosso e-mail.
Uma nota importante aqui: o visto vem com aviso de que o documento não é uma garantia de entrada e que a decisão cabe ao agente de fronteira. Pode assustar, mas é o procedimento padrão (mesmo com visto, os EUA ainda podem barrar a entrada, por exemplo).
O documento vem com um QR Code, o que dá a impressão de poder mostrar no celular. Perguntamos na embaixada, no entanto, se era preciso imprimir, e eles recomendaram que sim. Não apresentamos a versão online nenhuma vez, apenas a impressa, e não tivemos maiores problemas —mas isso é uma história para o próximo post, sobre a nossa aventura cruzando da Guiné-Bissau para a Guiné.
P.S.: na saída para a Serra Leoa, um agente da imigração disse que era necessário, após a entrada, ir em um ministério para ter o carimbo do visto no passaporte. Em nenhum lugar nos disseram isso, nem estava escrito no site, então achamos que era só uma das muitas formas que esses oficiais usam para mostrar poder. Ele nos deixou passar sem maiores problemas, porém.














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