GOSTA DE LEITURA DE VIAGEM? TEMOS LIVROS SOBRE ÁFRICA+ORIENTE MÉDIO E ÁSIA+OCEANIA

Passagem da fronteira da África do Sul é tranquila para brasileiros –nem tanto para europeus


Se você nos acompanha há um tempo por aqui, sabe os diferentes desafios que já enfrentamos em fronteiras africanas, desde pedidos de propina até muito caos de cambistas e vendedores de chips. Por isso ansiávamos chegar à parte sul do continente, pois, a partir daí, a promessa era a de travessias mais tranquilas.

De fato, não podemos reclamar: entrar na Namíbia teve lá uma leve tensão, mas Botsuana foi uma calmaria. Na África do Sul, pensávamos, nem devem nos perguntar nada. Seria assim, não fosse o fato de estarmos viajando com os passaportes europeus (italiano para mim e polonês para o Faraó).

Nosso ponto de passagem foi por Ramatlabama, uma fronteira com pouco movimento, tanto que mal tinha fila para carimbar o passaporte, tanto na saída como na entrada. Em Botsuana, nenhuma pergunta foi feita, e Henrique, o mineiro com quem estamos viajando de carro, só teve que preencher uma planilha e pegar um papel com carimbo para entregar do lado de fora por estarmos motorizados.

Já na África do Sul, eu fui atendida por um agente que me perguntou para onde estava indo, meu país de residência e quanto tempo ficaria, ao que respondi um mês. Ele olhou um pouco o passaporte, fez umas anotações no computador, carimbou e me deu 45 dias de permanência, mesmo eu tendo direito a 90 dias.

O Faraó, por sua vez, foi atendido por outra agente, que precisou checar duas vezes quanto tempo ele poderia ficar no país. Além disso, perguntou quando voltaria para a Polônia. “Polônia?”, perguntou o Faraó. Ela então questionou onde ele morava e quando voltaria para lá –em dois meses. Folheou bem o passaporte, olhou os vistos e disse que ele só poderia ficar 30 dias (que é o tempo máximo permitido para poloneses por aqui).

Chegou, então, a vez do Henrique com o passaporte brasileiro, atendido pela mesma agente. Zero perguntas e permanência de 90 dias garantida. Ou seja, ainda que nenhum de nós precise de visto, o brasileiro tem muito mais capital social que o europeu –e não é para menos, né?


Se você é descendente de poloneses e quer saber se é possível ter sua cidadania reconhecida e o passaporte europeu, o Eduardo Joelson faz esse serviço burocrático. Em 2019 o Faraó o contratou e conseguiu rapidamente a documentação. Caso você o procure por meio da gente, ganhamos 5% de comissão.

Você conhece nossos livros?

Aventuras Sem Chaves – Parte 1

Uma jornada de 14,5 meses por 43 países de África e Oriente Médio contada em relatos e crônicas recheados de dicas e informações

456 páginas | lançado em mar.24 | Editora Comala | 1ª ed.

Aventuras Sem Chaves – Parte 2

A segunda etapa de uma volta ao mundo, passando por 34 países de Ásia e Oceania em 15,5 meses, ilustrada em belas imagens

436 páginas | lançado em dez.25 | Sem chaves | 1ª ed.


Dicas Sem chaves

Já pensou em receber dicas fresquinhas na sua caixa de e-mail toda semana? Inscreva-se na nossa newsletter e conte com informações de quem já viajou por mais de 70 países por África, Ásia e Oceania, além de outros 30 entre Europa e América! Por menos de R$ 3 por semana, receba um conteúdo informativo, participe de uma live mensal exclusiva e ainda ganhe desconto nos nossos produtos e serviços!


Deixe um comentário