Já ouviu falar em Essuatíni? E Suazilândia? O pequeno país fica entre África do Sul e Moçambique e é um reinado não muito conhecido dos brasileiros –ao menos na nossa bolha. Eu mesma só comecei a me familiarizar quando começamos a organizar a nossa viagem.
Fizemos uma rápida passagem pelo país, de dois dais, com um carro alugado na Cidade do Cabo. Foram quase 1.700 km de estradas para literalmente atravessar a África do Sul e chegar a Mebabane, a pequena capital de cerca de 100 mil habitantes –são 1,16 milhão no país, que é um pouco menor que Sergipe.
Informações práticas*:
- Preço almoço: 229,70 lilangenis (R$ 63)
- Preço hospedagem: 1.288 lilangeni (R$ 353)
- Visto: não é necessário para brasileiros
- Moeda: lilangeni (R$ 1 = 3,65 lilangenis)
- Dica: com a conta em rand na Wise, é possível pagar no débito e sacar lilangeni sem nenhuma taxa de conversão, já que as moedas são indexadas.
* valores para julho de 2023 para duas pessoas
Entrar em Essuatíni
Tanto a saída da África do Sul quanto a entrada em Essuatíni foram tranquilas, ainda mais pelo visto não ser exigido de brasileiros, nem italianos ou poloneses. Primeiramente, passa-se por um controle sanitário que pergunta se tomamos a vacina da Covid, em quais países estivemos nos últimos 21 dias e se estamos com sintomas de gripe.
Já na checagem do passaporte em si, o oficial perguntou apenas para mim qual o itinerário e quantos dias, mas só depois de carimbar. Depois, seguimos para pagar a road tax, exigida de quem entra de carro. Apesar de termos um documento que mostra a autorização para cruzar a fronteira, ele não foi checado. Pagamos os 100 rands (R$ 27,50), no cartão, e partimos.
Além dessa modernidade, principalmente para quem vem da costa oeste da África, havia placas indicando ter Wi-Fi disponível, mas não quisemos arriscar tirar o celular ali.
Se você é descendente de poloneses e quer saber se é possível ter sua cidadania reconhecida e o passaporte europeu, o Eduardo Joelson faz esse serviço burocrático. Em 2019 o Faraó o contratou e conseguiu rapidamente a documentação. Caso você o procure por meio da gente, ganhamos 5% de comissão.
O que fazer em Essuatíni
É uma excelente pergunta. O país é pequeno e, como nossa passagem foi expressa, não aproveitamos muito. Demos uma volta pelo pequeno, mas movimentado centro em um sábado de manhã, almoçamos no shopping (pois é) e partimos para nossa hospedagem, que era uma delícia. Não fosse o tempo corrido, com certeza teríamos permanecido mais uns dias lá.
O Veki’s Village (1.288 lilangeni / R$ 353) é afastado do centro, incrustado em uma montanha e cercado de verde. Ele funciona no esquema de cottages, pequenos chalés com sala e cozinha equipada, mas é possível pedir para entregar comida caso esteja com preguiça de cozinhar –nós não tivemos sucesso com os dois restaurantes que tentamos.
Um dos passeios recomendados na região é subir a Sibebe Rock, que leva de 2 a 3 horas, e visitar a mina de ferro Ngwenya, tida como uma das mais antigas do mundo. Mais uma vez, nosso tempo curto falou mais alto e seguimos para a fronteira norte, por onde sairíamos. Apreciamos a montanhosa paisagem do país, com várias fazendas e plantação de pinus.
Sair foi tão tranquilo quanto entrar, pelos dois lados. Mal olham o passaporte, carimbam e liberam.









Mudança de nome
Ex-colônia britânica, o país se tornou independente em 1968, após um processo que durou 5 anos –os europeus haviam se estabelecido no território em 1903, após vencerem a Segunda Guerra Boer, um conflito entre o império e duas repúblicas Boer pelo domínio da região.
Desde lá, ficou estabelecido o nome Suazilândia (em inglês, Swaziland), já que 84% da população é de etnia swazi. Em abril de 2018, no entanto, o rei Mswati 3º renomeou o país para Essuatíni, marcando o 50º aniversário da independência. O novo nome significa “terra dos swazis”, no idioma local, mas a mudança também foi parcialmente motivada para evitar confusão com a Suíça (em inglês, Switzerland).
Os carimbos no passaporte estampam “Eswatini”, mas percebemos que o novo nome não pegou. Mesmo na Cidade do Cabo, quando alugamos o carro e pedimos a autorização, a funcionária não entendeu até falarmos Suazilândia, e as belas notas de lilangeni também não foram atualizadas até hoje.














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