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Voo entre Japão e Nova Zelândia foi longo e entrada, exigente


Acostumados a voos longos apenas quando cruzamos o oceano Atlântico para entrar ou sair do Brasil, como fizemos no início das primeira e segunda temporadas, nos surpreendemos com um trajeto extenuante entre Japão e Nova Zelândia. Para piorar a situação, pegamos uma conexão na China, o que nos fez passar 16 horas no ar.

Para sair da Ásia e entrar na Oceania, o voo mais barato (US$ 375/R$ 2.205) entre a okinawana Naha e a neozelandesa Auckland era da AirChina, a mesma companhia aérea que usamos para viajar da mongol Ulan Bator para Pequim e de lá com destino à sul-coreana Seul.

O primeiro voo estava marcado para as 18h e, por ser internacional, passamos o dia no Aeroporto de Naha –pesou também o fato de a cidade ser extremamente quente em junho e o ar-condicionado do prédio, potente.

No check-in da AirChina, duas horas antes do embarque, nos pediram a passagem de saída da Nova Zelândia –como nosso cronograma ainda estava aberto, apelamos para bilhetes falsos gerados por sites–, o NZeTA (autorização eletrônica de viagem) aprovado e o NZTD (declaração do viajante), preenchido –mais detalhes abaixo.

A burocracia de saída do Japão foi extremamente ágil e tecnológica, pois apenas passamos os passaportes no totem, sem contato com seres humanos. Depois, encaramos um raio-x sem maiores desafios e aguardamos na simples área de embarque, onde, inclusive, gastamos nossos últimos ienes do cartão Suica em máquinas de bebidas.

O voo para a capital chinesa durou 4 horas e nos serviram uma grande refeição. O estresse ficou por conta da burocracia no Aeroporto Internacional de Pequim. Mesmo sendo uma conexão, tivemos que enfrentar uma minuciosa inspeção no raio-x, com várias checagens na bagagem de mão. A equipe de lá foi a mais trabalhosa que encontramos até hoje.

Entrada na Nova Zelândia

Nossa conexão seria de 4 horas, mas, com uma hora de atraso, decolamos apenas às 3h, num avião com poltronas na configuração 3-3-3. A primeira refeição, ao contrário dos usuais “chicken or pasta” (“frango ou massa”), foi de arroz com peixe ou macarrão com carne. Opções não tão saborosas, mas substanciosas.

Logo no início enfrentamos uma forte turbulência que durou, para uns, 40 minutos, e, para outros, como a Pati, uma eternidade. Mas, se estamos contando essa história, é porque sobrevivemos.

Como manda o protocolo, poucas horas antes de pousarmos, às 18h, nos foi entregue outra refeição. Como o avião estava escuro o tempo todo, achávamos que viria um potente café da manhã, mas o que veio foi arroz com frango ou arroz com carne.

Já sabíamos que a entrada na Nova Zelândia seria minuciosa, mas se mostrou bem mais exigente. Como fizemos o NZeTA alguns dias antes, recebemos um e-mail para preenchermos o formulário do NZTD 24 horas antes de começarmos a viagem –é entregue a mesma versão, impressa, no voo–, para saber se estávamos levando remédios ou comidas e se fizemos alguma trilha nos últimos 30 dias. A intenção é descobrir se há risco de importarmos algo nocivo para a fauna e flora locais.

Um detalhe importante do NZTD é saber qual opção escolher logo na primeira pergunta, referente ao visto. Como o NZeTA é uma autorização de viagem, é preciso optar pelo visto na chegada, caso seja a primeira vez que viaje para lá ou já tenha passado os 90 dias permitidos para circular no país (neste caso, um novo visto será carimbado no passaporte, já que o NZeTA vale por dois anos).

No Aeroporto de Auckland, a agente de imigração nos fez várias perguntas, como onde ficaríamos na cidade, para onde iríamos na sequência, quantos dias passaríamos nos lugares, qual seria o meio de transporte, motivo da viagem, entre outros assuntos. Apesar dos muitos questionamentos, carimbou nossos passaportes –italiano da Pati e polonês meu– para que pudéssemos ficar 90 dias no país.

Na sequência, passamos por outra triagem em que oficiais nos perguntaram sobre o que levávamos na bagagem, conferindo com o que havíamos respondido no questionário on-line. Eu citei os remédios e o café, e o funcionário me orientou a pegar a mochila e seguir adiante. A Pati se esqueceu que havia marcado os mesmos itens, e a mulher que a atendeu colou um adesivo no passaporte com os números 2 e 4.

Ao pegarmos as bagagens, tiramos os remédios das mochilas e nos dirigimos para outra triagem, onde fomos direcionados para a fila 4. Lá, descobrimos que queriam saber quais medicamentos levávamos e nem checaram nosso kit de primeiros-socorros –ao contrário do raio-x chinês, em que demoraram um bom tempo olhando o Merthiolate da Pati.

Depois, nos mandaram seguir para a fila 2, onde as bagagens são conferidas num raio-x. Não foi preciso tirar nada das mochilas e, felizmente, não encrencaram com o pó de café. Aparentemente, uma multa de NZ$ 400 (R$ 1.344) pode ser cobrada de quem ocultar produtos como carne ou sementes.

Assim, após quase 1 hora e 30 minutos do nosso pouso, finalmente pisamos na rua de nosso 3º continente: África, Ásia e Oceania. Ainda não contabilizamos nossa passagem pela Europa e pela América (estivemos no Brasil para lançar nosso livro), no intervalo entre as 1ª e 2ª temporadas de nossa viagem de volta ao mundo.

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