Nos 12 dias em que ficamos na Coreia do Sul, testemunhamos o quanto a capital, Seul, preserva sua história ao mesmo tempo em que incentiva a modernidade. Busan, a segunda maior cidade, também é bastante cosmopolita. Em contrapartida, os dias na ilha de Jeju foram de calmaria e natureza.
Informações práticas*:
- Média hospedagem: 36.923 wons (R$ 148,50)
- Média café da manhã: 8.800 wons (R$ 34)
- Média almoço: 19.200 wons (R$ 75,50)
- Média jantar: 8.500 wons (R$ 33)
- Visto: brasileiros precisam do K-ETA (Autorização Eletrônica de Viagem)
- Moeda: won (1 won = R$ 0,039)
- Dica: Não conseguimos usar nosso cartão da Wise no país, mas o da Revolut foi sucesso. É preciso, porém, atenção, pois nem todo caixa eletrônico aceita um cartão internacional.
* valores para maio de 2024 para duas pessoas
A moderna e histórica Seul
Nossa primeira parada foi em Seul, vindos da China. Como em Pequim, o sistema de metrô abrange boa parte da capital sul-coreana, o que facilitou os passeios por lá a partir da nossa hospedagem, a Joyful Stay, próxima à estação Sindang (43.750 wons/R$ 174,50). Neste e nos demais hotéis em que ficamos no país, éramos obrigados a tirar os sapatos numa pequena área na entrada do quarto.
Passeamos pela clássica e turística região de Bukchon, que concentra casas de arquitetura antiga e muitas lojas de suvenir. Por ali moravam funcionários do alto escalão da dinastia Joseon, a última e mais longeva a comandar o território, de 1392 a 1897. Também foi nosso primeiro contato com estrangeiros vestindo hanbok, as roupas tradicionais coreanas.



Na região estão os cinco palácios reais de Seul, construídos durante a dinastia Joseon. Os mais próximos da Bukchon são o Gyeongbokgung, o primeiro e maior deles e berço do alfabeto coreano; o Changdeokgung, o segundo a ser erguido e usado como o principal por muitos reis; e o Changgyeonggung, projetado por um monarca para seu pai, aposentado.
Visitamos os dois complexos onde estão esses prédios e outros menores. Por 3.000 wons (R$ 11,50) cada, pode-se caminhar pela área e ver de perto as construções que foram testemunhas da história coreana. O palácio Gyeongbokgung estava extremamente cheio de visitantes, numa quarta-feira, e muitos deles vestiam roupas tradicionais. Na bilheteria, descobrimos que quem estava com hanbok tinha entrada liberada.
A depender da sua disposição, com uma caminhada se chega aos outros dois palácios: o Deoksugung, aprimorado por um dos reis, e o Gyeonghuigung, sede do governo em momentos emergenciais –há estações de metrô perto deles.








Por falar em história, visitamos o Memorial de Guerra da Coreia, que se dedica ao conflito na península entre os vizinhos do sul e do norte, de 1950 a 1953. Do lado de fora do enorme prédio, há estátuas representando a briga entre coreanos e também aviões, carros de combate e até um navio, usados nas batalhas.
No interior do edifício, o acervo gratuito conta, por meio de pinturas, bustos, objetos e filmes, diversos conflitos vivenciados pelos coreanos, tanto internos quanto contra chineses e japoneses. E, assim como no lado de fora, há uma seção voltada à guerra com os vizinhos do norte.





Seul não guarda apenas história. Quem gosta de compras, principalmente cosméticos, o point é a Myeong-dong, uma rua cheia de lojas com vários tipos de produtos. Antes, porém, a sugestão é ir ao prédio da Daiso, que concentra em sete andares itens dos mais variados, desde os voltados a viajantes quanto os de beleza –compramos de organizadores de malas e capa de passaporte a máscara para os olhos e caneta para tirar manchas de roupas.
Outro point da cidade é a rua Insadong, que reúne diferentes aspectos culturais. É possível encontrar roupas despojadas, acessórios de tudo quanto é tipo, além de caricaturistas, artigos para pintura e outras tantas opções artísticas.


Como apreciadores de café, ficamos muito felizes na cidade, pois há uma rica oferta de cafeterias, desde redes estrangeiras e coreanas, como a Ediya, a empreendimentos menores. No shopping COEX, onde está a biblioteca Starfield, vimos várias empresas voltadas a esse manjar dos deuses.
A paradisíaca Jeju
De Seul, voamos para Jeju –passagens variam de US$ 20 (R$ 107,50) a US$ 40 (R$ 215)–, uma ilha ao sul da península e uma das sete maravilhas naturais do mundo moderno. Desta lista, visitamos nesta volta ao mundo a Table Mountain, na África do Sul –já estivemos nas Cataratas do Iguaçu, mas em viagens antes de namorarmos, e a Pati foi à Floresta Amazônica, a trabalho. Já na lista de sete maravilhas naturais, vimos de perto as Victoria Falls, na fronteira entre Zimbábue e Zâmbia.

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Como chegamos à noite, dormimos na principal cidade, Jeju City, e no dia seguinte partimos para o sul, em direção a Seogwipo. Ficamos no Olleyo Resort (29.533 wons/R$ 118.50), mais afastado do centro, mas com restaurantes e conveniências a uma caminhada de distância. Por falar nisso, a GS25 e a 7eleven salvam a vida do viajante, com marmitas prontas e comidinhas asiáticas, como o oniguiri, uma espécie de esfirra de arroz.
Os primeiros dias foram de chuva e céu nublado, então aproveitamos para descansar no hotel. Por sorte, o sol veio com força e pegamos um ônibus até a praia Jungmun Saekdal, onde vimos um mar extremamente lindo. Infelizmente, a beleza era proporcional à baixa temperatura da água, e nos contentamos a molhar os pés e apreciar a vista sentados na areia.









Na saída, nos surpreendemos com a estrutura voltada aos banhistas, com toaletes públicos e uma piscininha para lavar os pés. O mais importante de tudo, porém, eram as placas de aviso sobre a presença de tubarões e que aquela é uma região de risco de desastres ambientais. Animador, não?
Não muito longe dali estão as Cachoeiras Cheonjeyeon (2.500 wons/R$ 10,50), três quedas d’água deslumbrantes –na verdade, a primeira, acima das demais, só tem queda mesmo durante fortes chuvas. O passeio demanda um certo preparo físico do turista, mas há uma ótima estrutura, pois escadas e corrimões bem preservados levam às cachoeiras, e bancos e mirantes estão espalhados para quem precisar de uma parada para respirar. Para o início de tarde de uma terça-feira, tinha bastante gente aproveitando o local.
A agitada Busan
Assim como chegamos de avião a Jeju, partimos do mesmo jeito para Busan, a segunda maior cidade sul-coreana. Nosso objetivo era viajar para o Japão com o ferry que sai do porto local.
Não exploramos Busan como gostaríamos por uma questão orçamentária: o dinheiro que sacamos estava no fim e eram necessárias cédulas para recarregar o cartão do metrô/ônibus –pode-se usar esse sistema em outros locais, como Seul e Jeju. Foi difícil encontrar caixas eletrônicos que aceitassem nosso cartão da Revolut e, quando achávamos, cobravam uma taxa que avaliamos não valer a pena. Ao menos ele era bem aceito no dia a dia, ao contrário da Wise, que tem trazido desafios nos países da Ásia por onde passamos.
Com pouco dinheiro no bolso, passeamos a pé pela região do hotel, o Kimchee Busan Downtown Guesthouse (36.923 wons/R$ 148,50). Assim como na capital, ali amantes de café encontram muitas alternativas. Há, inclusive, a Jeonpo Cafe Street, que promete vários endereços do gênero, mas não sentimos que a propaganda fosse condizente com a realidade (são mais restaurantes do que cafés, infelizmente).



7 maravilhas naturais do mundo
- Baía de Guanabara (Brasil)
- Vulcão Paricutin (México)
- Grand Canyon (EUA)
- Monte Everest (Tibete/Nepal)
- Grandes Barreiras Naturais (Austrália)
- Victoria Falls (Zimbábue/Zâmbia)
- Aurora boreal (Islândia, Noruega, Suécia, Finlândia, Groenlândia, Canadá e EUA)
7 maravilhas naturais do mundo moderno
- Cataratas do Iguaçu (Brasil/Argentina)
- Floresta Amazônica (Brasil/Bolívia/Colômbia/Equador/Guiana/Guiana Francesa/Peru/Suriname/Venezuela)
- Table Mountain (África do Sul)
- Ha Long Bay (Vietnã)
- Ilha de Jeju (Coreia do Sul)
- Ilha de Komodo (Indonésia)
- Rio Subterrâneo de Puerto Princesa (Filipinas)















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