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Na fronteira entre Uruguai e Argentina, embarcamos nosso carro numa balsa


O que você precisa saber

Documentos necessários para entrar com carro

Itens necessários em seu carro

  • Extintor de incêndio
  • Dois triângulos
  • Corrente para as rodas (cadenas), caso circule por estrada com neve

Itens opcionais em seu carro

  • Primeiros-socorros
  • Cambão ou corrente de aço
  • Colete refletor

Nem bem começamos nossa viagem de carro pela América, nessa que é a terceira temporada da nossa volta ao mundo, e já tivemos uma experiência diferente ao cruzar uma fronteira: embarcamos nosso carro em uma balsa, entre Uruguai e Argentina.

O rio Uruguai é o responsável por dividir os dois vizinhos, numa fronteira de 887 km. Há pontes e prédios de imigração em algumas cidades e portos, como em Salto Grande, Paysandu e Gualeguaychu. Optamos por pegar um ferry para economizar no tempo e na distância, porque, pelo preço da passagem, no bolso é que não foi.

Quando tivemos um problema mecânico em Montevidéu, até avaliamos pegar a balsa a partir de lá para a capital argentina, Buenos Aires, e agilizar a viagem pelo rio da Prata. Mas queríamos também visitar Colônia do Sacramento, uma cidade histórica —foi fundada por portugueses em 1680, mesmo que o território fosse dos espanhóis— e charmosa, e nos deliciar na Rota do Queijo, um passeio ali da região.

Duas empresas operam essa travessia, a Colonia Express e a Buquebus, e ficamos com a segunda por causa da altura do Teras, nossa Pajero 1998, que tem mais de 2,15m. São três horários de partida a partir de Colônia do Sacramento, e a viagem leva 1h15min.

Compramos as passagens pela internet, por $U 2.286,60 (R$ 303,50) por pessoa e $U 2.995,56 (R$ 397,50) pela camionete —o preço varia a depender do veículo. Como somos estrangeiros, não podíamos fazer o check-in virtualmente, então deixamos para resolver isso na hora de embarcar.

Fronteira Uruguai-Argentina

Cerca de duas horas antes da partida, entramos no estacionamento do Terminal Fluviomarítimo e seguimos as placas para deixar o carro no setor destinado aos veículos que iriam embarcar na balsa.

O prédio do terminal aceita animais de estimação dentro de bolsas de transporte e com focinheira. Como não temos nenhum desses itens, o Café, nosso pug de nove anos, ficou no carro à nossa espera.

O funcionário fez nosso check-in rapidamente e a fila para o raio-x, mesmo que grande, não foi demorada. Na sequência, está a imigração. Entramos no Uruguai com passaportes brasileiros —também é possível apresentar RG ou CIN—, então os entregamos para o oficial, que logo os carimbou.

Ali ao lado já estavam os agentes argentinos. O país, que, assim como o Uruguai, também faz parte do Mercosul, não exige visto de brasileiros. Poderíamos apresentar o RG ou a CIN, mas preferimos entregar os passaportes. Os oficiais olharam os documentos, registraram no sistema e os devolveram, sem carimbos.

Subimos para a grande área de embarque, com muitos bancos, mas logo nos separamos, pois convocaram os motoristas dos veículos que estavam no pátio. A Pati ficou, enquanto fui para lá.

Após uns 20 minutos, os funcionários orientaram, carro a carro, a subir na balsa. Na área dos veículos, há um pequeno contêiner com gaiolas, para deixar o animal de estimação, e o Café era o único ocupante.

O ferry oferece uma loja e cafeteria, além de Wi-Fi pago. A viagem em si foi bem tranquila e o rio da Prata não estava revolto. Até nos lembrou quando viajamos assim entre Dar es Salaam e Zanzibar, na Tanzânia.

Ao chegarmos a Buenos Aires, fomos juntos para o Teras, pois poderíamos sair da balsa e ir direto para a cidade. Todos os veículos passam por uma fiscalização, e o oficial nos pediu identidade, documento do carro e o seguro Carta Verde. Como não encontrávamos os dois últimos que havíamos imprimido, apresentamos a versão digital e ele aceitou. Por fim, pediu para ver também a CVI do Café —e achamos uma cópia impressa para mostrar.

Desde maio de 2025 é obrigatório entrar na Argentina com um seguro de viagem, mas não nos pediram em nenhum momento. Nessa volta ao mundo, temos usado o seguro de saúde da Genki, que foi bem rápido em nos restituir quando precisei fazer um tratamento médico em Angola, por causa de uma pedra renal.

Liberados pelo oficial argentino, já passamos a dirigir por Buenos Aires, onde ficamos alguns dias para aproveitar a metrópole.

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