O Café, nosso pug de 9 anos, (e nós) está a caminho da metade do mundo, e mais uma vez fomos atrás da documentação necessária para cruzar a fronteira entre Peru e Equador. O procedimento foi um pouco diferente do que estamos acostumados, mas sem estresses.
O primeiro passo foi ir à veterinária para obter o certificado de vacinação (raiva e outras; no caso do Café, V10), onde consta a desparasitação (que deve ser feita até 30 dias antes da viagem), e de saúde. Fizemos isso em Tumbes, cidade quase na fronteira, e pagamos S/. 100 (R$ 161) no total.
Depois, deve-se ir ao Senasa (Serviço Nacional de Saúde Agrágria) no posto de fronteira do lado peruano para obter o Certificado Sanitário de Exportação, processo que tende a ser demorado por uma morosidade do local. É importante fazer a travessia de segunda a sexta, pois a taxa de exportação de S/. 91,10 (R$ 142) é paga em dinheiro no Banco de la Nación que fica por lá, e a agência só abre em dias úteis.
Com o imposto pago, o comprovante deve ser entregue no Senasa, onde se preenche um formulário com os dados do tutor e os do pet. O oficial passa essas informações para o sistema (o que pode levar de 40 minutos a uma hora, segundo o agente nos falou), para então preencher à mão o documento de exportação.
No total, levamos 1h20min para todo o trâmite. Pelo menos no lado equatoriano da fronteira foi tudo tranquilo. Depois de termos feito nossa entrada no país, o Faraó foi cuidar da documentação do carro enquanto eu fui à Agrolocalidad com o Café.
A funcionária foi simpática, mas não parece ser obrigatório passar por lá, pois ela apenas olhou a documentação e disse que tudo estava certo. Como não houve checagem no carro, acredito que o importante seja ter o certificado, mas não é necessário apresentá-lo na fronteira.
Uma dica importante que ela deu foi fazer a solicitação tendo o Equador como país de trânsito e a Colômbia como destino final, economizando assim em documentação —fizemos isso com o CVI (Certificado Veterinário Internacional) que usamos no Uruguai e na Argentina. No caso equatoriano, porém, isso só vale se a travessia for ser feita em menos de 30 dias.
Pena que só descobrimos isso com o documento já expedido. Pelo menos assim o Café coleciona carimbo de mais um país em seu passaporte canino (emitido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária brasileiro).













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