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Em Omã, mesquitas são tão belas quanto paisagens


Desde o início da nossa jornada pelo Oriente Médio tínhamos a sensação de que o período em Omã seria prazeroso. Talvez tenha pesado a boa impressão que tivemos da Jordânia e a ideia de que seria caro viajar pelos vizinhos, algo que comprovamos na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes. E não é que acertamos em cheio e adoramos o território omani?


Informações práticas*:
  • Média hospedagem: 15 riais (R$ 195)
  • Média almoço: 2,4 riais (R$ 31)
  • Média jantar: 2,6 riais (R$ 35,50)
  • Visto: é necessário para brasileiros, mas você pode pedir isenção de visto caso fique menos do que 14 dias no país.
  • Moeda: rial omani (R$ 1 = 0,08 riais)
  • Dica: Vale a pena alugar um carro para explorar o interior do país e, caso o faça, reserve o veículo com antecedência.

* valores para dezembro de 2023 para duas pessoas


Das nações que nos organizamos para visitar nesta primeira temporada —além das citadas acima, também Qatar, Bahrein e Kuwait—, Jordânia e Omã parecem as que mais mantiveram sua cultura, principalmente quando se trata de arquitetura. Enquanto nos vizinhos é comum ver arranha-céus extravagantes de longe, na paisagem omani imperam prédios baixos e com fachadas mais tradicionais. É um respiro pra vista!

Se os edifícios residenciais e comerciais são mais discretos, os prédios religiosos se destacam. Por ora, os templos de Omã foram os que mais nos encantaram no mundo islâmico. A Grande Mesquita do Sultão Qaboos e a mesquita Mohammed Al Ameen têm fachadas com belos detalhes, tanto de dia quanto de noite.

Como estamos escrevendo nosso primeiro livro, o “Aventuras Sem Chaves”, nos planejamos para ficar ao menos uma semana em Omã, pois imaginávamos que lá teríamos conforto e internet para nos dedicarmos à obra, tudo a um preço mais amigável que os demais países da península arábica. Nem vamos entrar no mérito de o país não cobrar visto se você ficar menos de 14 dias por lá.

Com isso em mente, escolhemos o Centara Life Muscat Dunes para passarmos as 3 primeiras noites e, por termos gostado de lá e como ainda estávamos traçando os próximos passos, fomos renovando as diárias até completarmos 9 dias.

Por 15 riais (R$ 195), conseguimos um quarto de porte médio e um bom banheiro, além de uma área que parecia destinada a uma inexistente máquina de lavar e uma pequena cozinha. Nos primeiros dias, aproveitamos o fogão para tomarmos muitas xícaras de café, mas em algum momento a tomada resolveu dar problema e queimou nosso adaptador.

O que mais valia a pena, entretanto, era a moderna academia e a piscina, confortos que há tempos não tínhamos. Com internet rápida e duas poltronas confortáveis no quarto, nossa produção rendeu muito bem.

O hotel disponibilizava café da manhã, mas resolvemos economizar e preparar nosso próprio desjejum. Sem falar que há ao menos 3 mercados e várias opções gastronômicas nas redondezas, o que facilitou variar os pratos do almoço e do jantar, e normalmente por preços convidativos.

Além de visitarmos um restaurante afegão, com comida bem gostosa, nos tornamos clientes cativos de duas lanchonetes, uma com ótimos shawarmas, especialmente o de falafel, e outra que conquistou nossa barriga com seus fatayers, uma espécie de pizza semidobrada. A iguaria entrou para nossa lista de melhores comidas da viagem.

O que ver ou fazer em Mascate

Assim como grandes cidades dos vizinhos, Mascate exala riqueza, com muitos carros caros que transitam em ruas de bom asfalto. Não há metrô, mas os ônibus (de 0,3 riais/R$ 4 a 0,4 riais/R$ 5,50 por pessoa) conectam o aeroporto ao centro facilmente, sem falar de outras atrações turísticas. Só é preciso paciência, pois as distâncias são grandes.

Havíamos visto no Google Maps que o centro financeiro da capital era uma área de muito movimento, e para lá rumamos. Responsabilizamos o fim de ano, pois, de agito, só mesmo as árvores. Entre os grandes prédios de bancos, nem sinal dos engravatados. Nem mesmo o enorme Banco Central tinha vigias —nos acostumamos a ver fardados em locais assim durante nosso período na África.

Duas grandes atrações de Mascate são vizinhas: o forte Mutrah e o souk de mesmo nome. Não entramos no primeiro, mas o segundo é bem prazeroso de se passear. Há muitas lojas de roupas ou suvenir, e pode-se caminhar por vias largas com pouca importunação dos vendedores —algo bem diferente das áreas semelhantes em outros países árabes, como Tunísia e Marrocos.

Essas duas atrações ficam de frente para o mar, e há uma calçada à beira da água bem convidativa para um passeio, e até mesmo para corridas no fim do dia. Pela corniche, é possível chegar a outro ponto que atrai muitos turistas, o Palácio de Al Alam, onde também fica o Museu Nacional —ainda que sejamos ratos de museu, deixamos o passeio para outro momento, pois já era meio da tarde.

Como é comum na península arábica, muita gente adota a ida ao shopping como passeio, pois é um refúgio para os dias quentes. Na região em que nos hospedamos podia-se visitar 3 a pé, e lá estavam redes internacionais de lojas e restaurantes. Obviamente, paga-se o preço por tanto conforto.

Os Wadis

Nossa jornada pelos países da península arábica nos apresentou a uma palavra nova, que se tornou muito comum nas placas de Arábia Saudita e Omã, além de ser o nome de uma famosa atração na Jordânia: wadi (fala-se uadi, segundo a leitura do árabe). Para este texto, finalmente pesquisamos e descobrimos que significa vale ou canal seco, exceto em temporada de chuva.

Na Jordânia, a grande atração é o deserto de Wadi Rum, enquanto em Omã os mais famosos são o Wadi Bani Khalid e o Wadi Shab. Fomos ao segundo, em um carro alugado, por ser a 1h30min de Mascate. O veículo acabou custando um pouco caro (R$ 430,50), mas ainda assim saiu mais em conta que as opções que vimos de tour online, na casa de US$ 80 por pessoa.

Para chegar, não há nenhum mistério, pois o local está bem demarcado no Google Maps. Nossas expectativas, no entanto, foram subvertidas quando nos aproximamos do estacionamento. Havíamos visto que o casal do @cuxaviajante tinha estado lá em julho e teve o Wadi Shab só para eles e seus colegas viajantes. Já quando apontamos o carro percebemos que teríamos que disputar uma vaga com muitas outras pessoas, algo como qualquer praia de Floripa no verão. Do estacionamento, pegamos um barco a 1 rial (R$ 13,62) por pessoa para o início da trilha.

Ainda bem que nossas expectativas foram novamente subvertidas, pois, mesmo com todos esses carros, havia espaço para todo mundo. A trilha teve apenas alguns momentos de engarrafamento, e a paisagem tirou o nosso fôlego —ainda bem que a caminhada foi tranquila.

O objetivo, além de ver as maravilhosas formações rochosas em tons de laranja, que formam um belo contraste com o azul do céu, era chegar a um lago de águas verdes. Muitos entram de tênis mesmo, pois as pedras são escorregadias, mas nós poupamos nossas botas de trilha, pois viajaríamos no dia seguinte e eram grandes as chances de não secarem.

Isso atrapalhou um pouco a experiência. Para chegar a uma caverna, era preciso andar dentro d’água por um bom trecho de pedras no chão. A Pati —que tem um sapato aquático desde o acidente no Senegal, mas que segue intacto na mochila— até tentou, mas sem sucesso.

Assim, aproveitamos algumas horas ali, junto de muitos turistas europeus e asiáticos que tiveram a mesma ideia que nós. Mas, como dissemos, ainda bem que havia espaço para todo mundo.

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Uma jornada de 14,5 meses por 43 países de África e Oriente Médio contada em relatos e crônicas recheados de dicas e informações

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A segunda etapa de uma volta ao mundo, passando por 34 países de Ásia e Oceania em 15,5 meses, ilustrada em belas imagens

436 páginas | lançado em dez.25 | Sem chaves | 1ª ed.


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