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Trocamos trabalho por hospedagem para baratear nossa viagem pela Nova Zelândia


Viajar está cada vez mais caro, ainda mais com o dólar que teima em disparar. Com esse cenário, nossos gastos estão acima da média que prevíamos para esta volta ao mundo (o que não é novidade para quem nos segue nas redes sociais), então buscamos uma forma de baratear alguns custos nesta segunda temporada por Ásia e Oceania.

Claro que temos a expectativa do Sudeste Asiático e suas refeições de US$ 1, mas também decidimos incluir no nosso roteiro, agora que estamos com mais experiência sobre a vida na estrada, estadias de graça –ou quase. Já contamos aqui sobre o período cuidando de três cachorrinhas da Suécia e, na Nova Zelândia, outro destino caro em hospedagem, ganhamos mais um item no nosso currículo de viajante: a permuta (também chamada de voluntariado).

Pela plataforma da Worldpackers (da qual somos parceiros e com o nosso link você ganha US$ 10 de desconto), conseguimos uma vaga em uma acomodação no interior do interior do país.

Para explicar: a Worldpackers é uma plataforma paga para você encontrar experiências em que pode trocar alguma habilidade por acomodação, e o pacote pode incluir ainda alimentação, tours e outras coisas. Há tanto vagas em locais como hospedagens quanto ONGs com um trabalho mais voltado para o socioambiental. A Worldpackers não é a única plataforma, mas é uma das principais no Brasil.

De volta ao Te Popo Gardens, uma acomodação na área rural de Stratford –uma cidade de 6.000 habitantes em sua área urbana. Ou seja, fomos para onde Judas perdeu as meias (as botas ficaram antes).

Por ser no interior, trata-se de uma propriedade de mais de 100 mil m², com muito verde, flores e… animais da savana africana. Calma que são estátuas de metal, importadas da África do Sul, terra natal do casal. São quatro confortáveis quartos, e o nosso era o que eles chamam de self-contained, por ter uma cozinha própria na área superior. O que por um lado era ótimo pelo espaço, por outro não ajudava no frio que fazia –pelo menos viramos quase profissionais na arte de acender a lareira.

O nosso trabalho era braçal, e era justamente isso o que procurávamos. Um tanto estafados de tanto lidar com nossas redes sociais (e um pouco desanimados com o baixo resultado delas), queríamos algo que exigisse do corpo e não da mente. Só não imaginávamos que nosso corpo 30+ reclamaria tanto.

Durante os dez dias, o Faraó ajudou a erguer a nova casa de abelhas. Apesar de Les, que comanda a propriedade ao lado de sua esposa, Amanda, ser extremamente alérgico a esses animais, eles produzem mel ali mesmo. Quem cuida da parte de lidar com as abelhas é Amanda, claro.

Já eu comecei no jardim, tosando as summer roses (meu parco conhecimento de plantas me impede de saber a tradução). Ao lado de uma alemã, passei cinco horas por dia agachada cortando as folhas velhas para abrir espaço para novos botões. Pelo menos foi só nos dois primeiros dias, mas as dores ficaram até o fim da primeira semana.

Depois dessa tarefa, Amanda pediu ajuda com material para as redes sociais do Te Popo, o que acabou colocando abaixo a ideia de evitar trabalhos nesse sentido. Fiz fotos da propriedade e montei algumas ideias de conteúdo, além de ajudá-la a entender melhor como essas mídias funcionam (ao menos na parte prática, pois de algoritmo está difícil a compreensão).

Mas me surpreendi por ter gostado de produzir conteúdo que não fosse o nosso. Apesar de ser um trabalho parecido, foi bom ter dado essa pausa, que colaborou para voltarmos com mais energia às nossas redes –e inclusive recomeçar o Facebook do zero (sim, isso é um pedido para você nos seguir lá também).

O Faraó, por outro lado, realmente ficou o tempo todo no trabalho braçal. Apesar do cansaço e de um pouco de dificuldade para entender as ferramentas em inglês, o balanço no fim foi positivo. Só faltou a sensação de trabalho terminado com a conclusão do telhado da casa de abelhas, o que a chuva impediu de finalizar.

Por outro lado, também vimos que essas experiências, para a gente, devem ser mais pontuais do que constantes, talvez pela idade ou talvez pelo nosso perfil mesmo. É preciso empolgação para enfrentar tudo o que é tipo de trabalho que venha pela frente, algo que parece mais para quem tem 20 e poucos do que 30 e muitos (no caso do Faraó). Mas também nos sentimos um pouco rejuvenescidos ao conviver com viajantes nessa faixa de idade, já que também estavam lá uma alemã e dois argentinos.

Algo que consideramos um acerto foi ter deixado essa experiência da permuta para a segunda temporada. Além de ainda estarmos nos entendendo como viajantes nos 15 meses em que passamos entre África e Oriente Médio, havia a questão das vagas ofertadas, principalmente no caso do continente africano. Eram, em sua maioria, no interior, o que torna o acesso difícil, e em projetos com crianças, o que não é o nosso perfil.

Vendo hoje como saímos desse período no Te Popo, ficou claro que seria mais um fator de cansaço na nossa já puxada viagem por lá. Queira ou não, pela infraestrutura ser melhor em boa parte dos países nesse canto do mundo, a jornada se torna mais tranquila.

A questão agora é quando toparemos outra experiência do tipo.

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