O que você precisa saber
Documentos necessários para entrar com carro
- Identidade (RG, CIN ou passaporte)
- Documento do carro
- Comprovante de vacinação da febre amarela
- Permissão para dirigir (CNH ou PID)
- Seguro Carta Verde
- Autorização para tráfego de veículo fora do território nacional (caso o veículo seja de empresa, emprestado, financiado por leasing, consórcio ou CDC)
Itens necessários em seu carro
- Extintor de incêndio
- Dois triângulos
- Kit de primeiros-socorros
A imagem do Paraguai não costuma ser das melhores entre nós, brasileiros, e achávamos que cruzar a fronteira de carro a partir da Argentina seria fácil e rápido, mas fomos surpreendidos com uma fila de automóveis e a cobrança, inédita para nós na América, do comprovante de vacinação da febre amarela.
Para entrarmos no Paraguai pela capital, Assunção, vindos de Clorinda, cruzamos o norte da Argentina, já que estávamos em San Pedro do Atacama, no norte do Chile.
Mal saímos de Clorinda e já chegamos ao complexo da fronteira. Um funcionário, ainda no lado argentino, numa guarita, conferiu nossos passaportes brasileiros, isentos de visto para o Paraguai, e perguntou se transportávamos combustível nos galões acima do Teras, nossa Pajero 1998. Quando respondemos que não, ele nos liberou.
Na sequência, em meio ao fluxo de veículos, algumas pessoas que estavam por ali —achamos que eram cambistas— nos indicaram seguir pelo caminho do meio, e entendemos que a seção da direita era para ônibus e a da esquerda para caminhões. A fila de veículos, então, se dividiu em quatro, cada uma para um contêiner/oficial diferente.
Enquanto aguardávamos, percebemos que a nossa fila era a mais lenta e que alguns carros paravam mais adiante para ir a outro setor. Ficamos, naturalmente, receosos de que passaríamos por uma fiscalização mais rigorosa.
Quando chegou a nossa vez, vimos que a janela destinada ao oficial argentino estava fechada e que apenas o paraguaio atendia os viajantes. Entregamos os passaportes e o documento do carro, e ele perguntou de onde vínhamos, nosso destino, quanto tempo ficaríamos e o endereço de nossa hospedagem lá. Quando a Pati, que dirigia o Teras, respondeu que dormiríamos na barraca de teto, o sujeito deu uma olhada no alto da camionete e continuou digitando no computador.
Por fim, ele pediu nossos comprovantes de vacinação da febre amarela, o que nos pegou desprevenidos. Cruzamos muitas fronteiras nesse giro pela América, e essa foi a primeira vez em que nos solicitaram esse documento.
Como já estamos nessa volta ao mundo desde novembro de 2022, esse papel está na nossa pasta de burocracias há bastante tempo. Inclusive tomamos um chá de cadeira ao entrarmos na Malásia, quando os oficiais desconfiaram da veracidade do documento. Para evitarmos problemas semelhantes no futuro, procuramos, no dia seguinte, a embaixada brasileira, e o funcionário carimbou e assinou o papel para apresentarmos em outras ocasiões.
O agente paraguaio, diferentemente do seu colega malásio, aceitou o nosso comprovante de vacinação da febre amarela. No final, ele carimbou os passaportes, nos dando 90 dias de estadia no país, e devolveu todos os documentos.
Alguns metros à frente as filas convergiam para uma checagem sanitária, mas os quatro funcionários apenas olhavam os carros que passavam e não nos pararam. E assim adentramos ao nosso quarto país da América e, 25 km adiante, chegamos à capital, Assunção.













Deixe um comentário