O que você precisa saber
Documentos necessários para entrar com carro
- Identidade (RG, CIN ou passaporte)
- Documento do carro
- Permissão para dirigir (CNH ou PID)
- Autorização para tráfego de veículo fora do território nacional (caso o veículo seja de empresa, emprestado, financiado por leasing, consórcio ou CDC)
Itens necessários em seu carro
- Extintor de incêndio
- Dois triângulos
- Primeiros-socorros
- Colete refletor
Desde o início da nossa viagem de carro pela América, em março, não ficávamos tanto tempo sem cruzar uma fronteira, pois permanecemos um mês rodando pelo interior do Peru. Pelo menos, para sair do país em direção ao Equador, havia pouco movimento, algo bem diferente de quando entramos, a partir do Chile.
Uma questão que diferenciava o Equador de seus vizinhos do sul do continente é que, do fim de 2025 até o início de julho, apenas duas fronteiras estavam abertas: a de Rumichaca, com a Colômbia, e a de Huaquillas/Aguas Verdes, com o Peru. Mas, a partir de 8 de julho, o governo liberou a passagem em todas as bordas.
De qualquer maneira, cruzamos por Huaquillas, após resolvermos em Tumbes os certificados de saúde e vacinação do Café, nosso pug de nove anos. Dormimos a cerca de 3 km da fronteira, numa pequena estrada de terra perpendicular à 1N.
Os governos montaram complexos fronteiriços nos dois lados, e você, teoricamente, faz toda a burocracia no território onde entrará. Assim, deveríamos cuidar de tudo no Equador. Mas isso é na teoria, porque, como estávamos com o Café, tivemos que fazer a exportação dele no Senasa (Serviço Nacional de Saúde Agrária) ainda no prédio do Peru.
Já do lado equatoriano, ao estacionarmos o Teras, nossa Pajero 1998, tiramos fotos dele, pois havíamos lido no aplicativo do iOverlander que as autoridades pediriam as imagens do veículo.
O complexo tem alguns prédios e, no da imigração, fomos ao guichê de saída do Peru, onde a oficial carimbou nossos passaportes brasileiros. Ao lado, a agente equatoriana quis saber se era nossa primeira vez no território, quanto tempo pretendíamos ficar e nossa profissão. Diante das respostas, deu os carimbos de entrada. Viajantes do Brasil não precisam de visto de turismo para o Equador.
O próximo passo foi ir ao prédio mais distante para conversar com o funcionário do Sunat (Superintendência Nacional de Aduanas e de Administração Tributária, na sigla em espanhol), a alfândega peruana. O sujeito pediu o certificado de ingresso temporário, que havíamos recebido ao entrar no país, e a imagem do carro. Com tudo certo, ele carimbou o documento e me instruiu a tirar uma foto do papel, pois ficaria ali.
Na sequência, fui ao prédio da aduana equatoriana, e o agente também pediu a imagem do Teras, assim como o documento do carro, meu passaporte e minha carteira de habilitação. Ele tirou cópias de tudo, preencheu os dados no sistema e enviou um código por e-mail, para que pudesse validar.
O problema é que, depois desse processo, o funcionário falou para eu confirmar as informações ali e, quando apontei alguns erros, foi necessário enviar um novo código. Não sei se havia Wi-Fi no prédio, pois eu estava com o eSim da SimPremium. Como os dados agora estavam certos, o oficial imprimiu a declaração para ingresso de veículo particular de turismo e me avisou de que seria necessário entregá-lo ao deixar o país.
Para sair do complexo, passamos por duas checagens: na primeira, os agentes olharam os passaportes, enquanto na segunda o sujeito vistoriou o documento da aduana. Alguns quilômetros adiante, numa grande barreira militar, o oficial checou novamente o passaporte e a permissão do carro.
Há muitos relatos no iOverlander e em grupos de viajantes no WhatsApp de que há pedidos de propina, por parte da polícia, no sul do Equador. Passamos por várias viaturas e algumas barreiras, mas normalmente a caminho do Peru, e não em direção ao norte. Em nenhuma nos pararam.
Uma estratégia que adotamos, diante dessas histórias de corrupção, foi manter a GoPro no painel e gravar a abordagem. Tivemos a impressão de que, na região de Lima, a capital do Peru, o policial mudou a postura ao perceber o equipamento. Agora, a caminho de Quito, após alguns dias no país, um agente mexeu em sua câmera corporal quando chegou à janela, mas não podemos afirmar que ele fez isso diante do nosso aparelho.
De qualquer maneira, estávamos dentro da lei para circular pelo Equador e logo vimos como as estradas são bem cuidadas e, em grande parte por onde circulamos, com duas vias —às vezes até três. Para manter essa qualidade, há muitos pedágios, sempre a US$ 1. E sempre pagos em espécie.













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