Depois de a Bolívia ter entrado e saído algumas vezes do nosso roteiro de carro pela América, finalmente conseguimos visitar o país. Com a decisão de partir para lá, veio a necessidade de preparar a documentação para o Café, nosso pug de nove anos, ingressar no país.
Como o CVI (Certificado Veterinário Internacional) que fizemos na Argentina para retornar ao Brasil dava direito não só ao trânsito para o Paraguai, mas entrada e saída nos países do Mercosul —e a Bolívia terminou sua integração em julho de 2024, tornando-se membro pleno—, optamos por usar os mesmos papéis.
Mas, se você irá partir do Brasil e precisa começar esse processo do zero, segue o passo a passo.
- Abrir o processo no site do Governo Federal (com login do gov.br) para gerar o Atestado de Saúde;
- Levar a um veterinário para exame e preenchimento do atestado;
- Voltar ao site do Governo Federal e, no mesmo processo, fazer o upload do atestado de saúde e dos demais documentos necessários (carteira de vacinação).
É importante levar em consideração que esse pedido deve ser feito no máximo dez dias antes da viagem, que o tratamento contra parasitas externos e internos deve ter sido feito até 15 dias antes da solicitação e que o prazo para emissão do CVI, caso não haja entraves, é de até 72 horas (mas são grandes as chances de ser emitido no mesmo dia).
Ou o seu próprio veterinário pode fazer todo esse processo, como foi no caso do Café quando pedimos o CVI para Uruguai e Argentina. O certificado em si é de graça, e o custo total depende do quanto o profissional irá cobrar.
Fronteira Brasil-Bolívia
Mesmo com a documentação obtida na Argentina em mãos, estávamos um pouco receosos de que não aceitassem. Afinal, a reputação das autoridades bolivianas não é a das melhores e, quanto mais detalhes, maior a possibilidade de encrencarem.
Ainda bem que as dificuldades que imaginávamos não se concretizaram. Em Puerto Quijarro, cidade ao lado da brasileira Corumbá (MS), o oficial da aduana que fiscalizou nosso carro até perguntou se tínhamos a documentação do pet, mas não pediu para ver. Cruzamos parte do país sem uma parada sanitária e ninguém solicitou qualquer tipo de certificação. E assim o Café alcançou seu quinto país nesse giro pela América.













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